Introdução
Confraria
• Sinónimo: Irmandade.
• Confraria é uma reunião de irmãos, de frades.
• A origem das Irmandades remonta ao Império Romano. O vocábulo
“Confraria” apareceu no século XIII,
em que era difícil distinguir os termos “Confraria” de “Corporação”,
bem como “Profissão” de “Religião”.
• As Confrarias proliferaram desde a Idade Média.
• Confraria é uma associação, na qual os seus membros unidos por um
elo comum (a irmandade e fraternidade), e em condições de igualdade quanto a encargos e benefícios
(seja qual for a sua procedência social) se propõem atingir
determinados objectivos (económico-sociais e culturais).
Cerimónias de Entronização e de Insigniação
É o acto solene em que o Capítulo reúne para acolher e ratificar os
novos membros (Confrades de Honra, Mérito e Efectivos) anteriormente
propostos por um Confrade e aprovados pela Direcção. Esta cerimónia é
aberta ao público-convidado, que testemunha conjuntamente com os
confrades, o Juramento e a Entronização ou a Insigniação.
Trata-se de Entronização quando a Confraria acolhe novos Confrades.
Insigniação é o acolhimento de novos Confrades de Mérito, que não
usarão traje, mas apenas a Insígnia.
Convite / Informação de realização de Cerimónia de Entronização
Os Confrades serão informados, por E-mail, telefone ou sms, da
realização das Cerimónia de Entronização / Insigniação, onde se
informará local, data, hora, motivo, e custo. Atendendo à dimensão do
local de Entronização, deverá também informar-se da conveniência de
levar convidados, bem como custo da sua presença.
• Para os Confrades de Honra e Mérito, será efectuado um convite, com
informação similar, sem alusão a preço.
• O convite poderá ser realizado, pela Confraria, em parceria com o
anfitrião (Câmara Municipal ou outro) utilizando papel da Confraria.
Usanças (Regras Internas da Confraria)
Constam no Livro das Usanças (Regulamento Interno da Confraria), que
deverá ser progressivamente melhorado, de modo a que as Usanças sejam
efectuadas de forma digna, conforme as tradições e os usos existentes
e que se vão instituindo.
Traje
O traje é igual para todos os Confrades, com excepção da fita do Colar
e insígnia, que difere. Existem 2 fitas distintas, uma para os
Confrades dos Órgãos Sociais (Delegados incluídos) e outra para os
restantes Confrades (Honra, Mérito e Efectivos).
Os Confrades de Honra usam Traje, sendo a medalha dourada.
Os Confrades de Mérito não usam Traje, (usam apenas Colar com
Insígnia) mas caso queiram podem adquiri-lo, sendo a medalha prateada.
Os Confrades Efectivos usam traje, sendo a medalha cor bronze.
O Traje é composto por:
Capa de cor azul escuro, com sobrecapa de igual cor com tiras azul
claro (simboliza o mar), com o distintivo da confraria colocado na
sobrecapa do seu lado esquerdo, à altura do coração. O tecido é
adaptável às várias estações do ano e bastante confortável.
Chapéu de abas, de cor azul escuro, típico da serra algarvia. O chapéu
deve ser usado durante toda a cerimónia de Entronização, em actos
solenes, em desfiles, ou para a captação de imagens para foto ou
filme. Os chapéus são retirados durante a refeição.
Colar composto por Fita colocada ao pescoço, do qual pende a Insígnia,
consoante grau.
Notas:
O Grão Mestre do Capítulo é o único que usa Bordão ou Báculo.
(Está em estudo o desenho de uma gravata, e de um lenço para as
Confreiras).
(Para uniformizar a apresentação dos confrades, aconselha-se o uso de
camisa branca, e calça e casaco azul ou cinza escuro e para as
Confreiras, aconselha-se o uso de vestido ou saia negra).
Insígnias (Símbolos):
• Bandeira (da Confraria) e Estandartes.
• Galhardete: (em estudo).
• Selo branco (logotipo). Similar à insignia da Confraria.
• Fita do Colar que sustenta a insígnia: Iguais, excepto as dos Órgãos
Sociais (Delegados incluídos).
• Insígnia (Distintivo do Colar): Peça, representando a rosa dos
ventos, o mar, chaminé, astrolábio, garfo e colher e em cima elementos
do campo.
• Bordão ou Báculo (do Grão Mestre do Capítulo). A cabeça de bordão é
uma peça em estanho com o símbolo do Algarve.
• Pergaminho (Título de Confrade) – É entregue a todos os Confrades no
momento da Insigniação; deve conter o grau, bem como a data e local. O
pergaminho deve levar o selo branco da Confraria.
• Livro de Registo dos actos Oficiais, das diversas cerimónias e das
Insigniações. Deverá registar as cerimónias (data, local, propósito) e
no caso das Insigniações referir os nomes e ser assinado por todos os
insigniados.
• Acompanhantes. A Confraria sempre que possível deve fazer-se
acompanhar pelos acompanhantes (devidamente trajados), dos quais se
destacam: ranchos (folclóricos), músicos, aldeões e crianças.
• Produtos. Para além dos produtos mais emblemáticos do Algarve
(amêndoa, figo, alfarroba, laranja): doçaria, licores, aguardentes,
compotas, etc.
• Hino: Em estudo.
• Música e Cânticos: Todas as cerimónias devem ser acompanhadas por
música, especialmente para marcar as diversas fases da cerimónia, para
marcar as intervenções do Grão-Mestre do Capítulo, bem como para
acompanhar os desfiles.
Compromisso ou Juramento
Juro em consciência e honra defender em qualquer momento ou lugar, a
gastronomia do Algarve;
Juro defender as suas virtudes, salientar a sua nobreza e promovê-la
enquanto símbolo tradicional das nossas gentes;
Juro defender as tradições, costumes e produtos do nosso Algarve;
Juro ainda, manter uma relação de fraternidade, amizade e respeito
entre todos os confrades desta ordem.
As Confrarias são as guardiães milenares do
como fazer
e não existem credos, religiões, política ou títulos.
Historial da Confraria
A Confraria dos Gastrónomos do Algarve, constituída por Escritura Pública a 9 de Setembro de 2005, em Portimão, com sede provisória na Rua Padre Evaristo do Rosário Guerreiro, nº 11, 8500-Portimão, contribuinte 507 468 201, é uma Associação sem fins lucrativos, de âmbito regional, tendo como principais objectivos: - promoção da gastronomia tradicional e típica algarvia; - investigação do património gastronómico algarvio: recolha de receituário, arte e técnica da cozinha tradicional, evolução da gastronomia algarvia; - reconhecimento dos cozinheiros tradicionais algarvios; - pesquisa de locais, casas senhoriais, etc, onde se pratica/praticava a cozinha de antanho; - relação: arte popular/artesanato/gastronomia; - elaboração de uma Carta Gastronómica Algarvia.
São Confrades fundadores da Confraria dos Gastrónomos do Algarve:
- José Manuel Alves - fundador e promotor, webmaster do Portal de maior audiência e divulgação gastronómico nacional e da língua portuguesa: www.gastronomias.com. É um amante de Portimão e do Algarve, onde reside desde 1976. Membro da: Confraria da Broa de Avintes, Confraria dos Gastrónomos do Minho, Confrérie de la Chaîne des Routisseurs e Confrade de Márito da Cofradia El Raim de El Campello, Espanha.
- Manuel Mangas, alentejano de "coração algarvio", reconhecido industrial da cidade de Portimão, condecorado com a Medalha de Mérito da Cidade de Portimão, Presidente da Casa do Benfica em Portimão e Presidente da Associação das Actividades Turísticas da Praia da Rocha e Alvor.
- Virgolino Santos, portimonense, ex-dirigente do Portimonense Sporting Clube, Administrador de Empresas em Portimão.
27/09/2005 – Apresentação Pública da Confraria A Confraria dos Gastrónomos do Algarve realizou no dia 27 a sua apresentação pública, bem como a Assembleia Geral para tomada de posse dos seus Órgãos Sociais. Como testemunhas ao acto, estiveram: Confraria da Broa de Avintes, Confraria dos Gastrónomos de Évora, Confraria dos Nabos e Companhia e Federação Nacional das Confrarias Gastronómicas.
Após o Afonso III de Honra e na presença de ilustres convidados, tomaram a palavra os: Conselheiro Científico (Paulo Sá Machado) e Grão-Mestre (José Manuel Alves) da Confraria dos Gastrónomos do Algarve, seguindo-se Manuel Fialho (Presidente da Federação Nacional das Confrarias Gastronómicas), Pearce de Azevedo (primeiro Presidente da Região de Turismo do Algarve), Vitor Cabrita Neto (ex-Secretário de Estado do Turismo) e José Francisco Sobral (Vice-Presidente da Câmara Municipal de Portimão). Quase todos os discursos se basearam no "papel" das Confrarias, na defesa e importância da gastronomia tradicional do Algarve, bem como na sua promoção, divulgação e evolução.
Seguiu-se um animado almoço baseado na gastronomia do Algarve, bem como respectivos vinhos, incluindo doçaria. Entrevista em directo para o “Portugal em Directo” – Antena 1, onde sucintamente foi dito pelo Grão-Mestre da Confraria:
- Defender a autenticidade da Gastronomia do Algarve
- Promovê-la a nível nacional e internacional
- Criar um símbolo da "Confraria" que seria atribuído e fixado como recomendação à porta dos restaurantes onde fosse servida Gastronomia Algarvia
- Premiar a título póstumo, os(as) cozinheiros(as) do Algarve que tornaram conhecida a sua Gastronomia, bem como, anualmente, o(a) cozinheiro(a) e o melhor restaurante do Algarve
- Promover jornadas de Gastronomia Regional.
19/11/2005 – I Grande Capítulo da Confraria
Algarve e os algarvios estão de parabéns, bem como um conjunto alargado de entidades e individualidades que, atentas ao mérito da iniciativa, honraram, com o seu apoio e presença, o Primeiro Capítulo da Confraria de Gastrónomos do Algarve, no sábado, 19 de Novembro, que se adivinha marcar uma data de significado, na afirmação do património gastronómico, do nosso turístico sul.
Em momento e ambiente impregnado de dignidade, que forte chuvada quis abençoar, decorreu com pompa e circunstância, sob apadrinhamento da Confraria da Broa de Avintes e da Confraria dos Nabos e Companhia a apresentação pública nos Paços do Concelho de Portimão e o desfile para a Igreja Matriz desta cidade Lisboa, 2 de Dezembro de 1997 onde, após celebração de missa, se procedeu à entronização dos primeiros confrades efectivos e se pagou tributo aos primeiros confrades de honra.
Com a presença de vinte outras confrarias gastronómicas, no aprumo colorido dos seus trajes e dignidade das suas insígnias, decorreu seguidamente um pantagruélico almoço, no Parque de Exposições de Portimão, que contou com cerca de 250 convivas e cuja duração (cerca de 5 horas) dá ideia do bem estar na mesa algarvia.
Com o apoio da Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve (Núcleo Escolar de Portimão) e de inúmeros produtores das tradicionais iguarias do Algarve, cujos produtos em exposição constituíram um primeiro desafio ao apetite, o almoço, aberto por um Afonso III, teve como “entreténs de boca”: Pão de Monchique, Azeitonas de Sal, Cenouras à Algarvia, Salada de Ovas à moda de Sagres, Carapaus Alimados à Algarvia, Salada de Polvo, Biqueirão à moda de Olhão e Enchidos de Monchique. Uma Sopa Rica de Peixe à Portimonense abriu caminho ao “Jantar de Grão à Monchiqueira”, verdadeiro e tradicional manjar da serra algarvia. Nas sobremesas, para marcar definitivamente o momento, pontificaram o Bolo de Mel da Serra de Monchique, os Doces de Amêndoa, o D. Rodrigo e tartes diversas. Os vinhos da Adega Cooperativa de Lagoa e da Adega do Morgado da Torre regaram o repasto e alegraram o ambiente.
Membros:
- Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas
- Conselho Europeu de Confrarias -CEUCO
- Associação de Confrarias da Rota de Cister
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